é de tijolo em tijolo, mas a estrada nunca para;
a construção jamais acaba,
fazer o caminho é luta pra vida inteira,
ainda que sobre águas,
ainda que em meio às nuvens
andar é metáfora própria do viver
ainda que no chão de estrelas
ou de tijolo em tijolo,
mas a estrada existe em toda sorte de vida,
até na morte,
a eternidade é estrada comprida
A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
dor fina
não há poema,
nem diadema,
nem coroa
nem novena,
nem era nem quarentena
que resguarde uma cabeça assim
tão vazia de emoção,
tão ôca de alfazema.
não há traço que sustente,
não há rima que se aguente,
não há sonho que se alimente...
nem bezunto, nem morfina,
que entorpeça um corpo doído assim
de uma dor fina, dormente
de amor tão ausente,
tão ferido, tão rasgado, tão espinho
de um compasso tão sozinho,
de um sentido tão perdido,
choro engolido num caminho remendado...
nem bezunto, nem morfina,
remédio algum, nem aspirina...
não há poema,
nem diadema,
nem novena,
nem mais rima...
nem diadema,
nem coroa
nem novena,
nem era nem quarentena
que resguarde uma cabeça assim
tão vazia de emoção,
tão ôca de alfazema.
não há traço que sustente,
não há rima que se aguente,
não há sonho que se alimente...
nem bezunto, nem morfina,
que entorpeça um corpo doído assim
de uma dor fina, dormente
de amor tão ausente,
tão ferido, tão rasgado, tão espinho
de um compasso tão sozinho,
de um sentido tão perdido,
choro engolido num caminho remendado...
nem bezunto, nem morfina,
remédio algum, nem aspirina...
não há poema,
nem diadema,
nem novena,
nem mais rima...
estampa
A estampa
fina ou não
é mera impressão
por fora...
o ditado está posto
por dentro...
é que se sabe
do sabor (ou bolor) do pão
fina ou não
é mera impressão
por fora...
o ditado está posto
por dentro...
é que se sabe
do sabor (ou bolor) do pão
diadema
Quando eu era menina sempre usei diadema nos cabelos
gostava mesmo era das que brilhavam,
as douradinhas me fascinavam...
Depois do tempo das diademas vieram as tiaras,
os arquinhos, todos vestidos em muitos tipos e cores várias,
como nunca mais vi o brilho das diademas,
elas ainda permanecem em minha cabeça.
às vezes apertam um pouco,
deve ser o douradinho de seu ouro,
mas ainda assim, permanecem em meus cabelos essas diademas
gostava mesmo era das que brilhavam,
as douradinhas me fascinavam...
Depois do tempo das diademas vieram as tiaras,
os arquinhos, todos vestidos em muitos tipos e cores várias,
como nunca mais vi o brilho das diademas,
elas ainda permanecem em minha cabeça.
às vezes apertam um pouco,
deve ser o douradinho de seu ouro,
mas ainda assim, permanecem em meus cabelos essas diademas
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
mergulho
Já que a fonte é rasa
e o céu profundo
resta o mergulho
de cabeça...
o horizonte
o penhasco
o asco...
quando o medo de voar
encolhe minhas asas
e o céu profundo
resta o mergulho
de cabeça...
o horizonte
o penhasco
o asco...
quando o medo de voar
encolhe minhas asas
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