Quando menina era comum receber a visita de Mãe d'água.
Ela vinha sempre
trajada com um longo e enfeitado vestido verde.
Vinha linda e perfumada.
Seus cabelos compridos traziam o aroma dos vários céus por onde deve
ter caminhado.
Cheirosa nos cabelos, na roupa, na pele, no gesto.
Tinha
uma voz doce e familiar que com frase curtas, tomava a forma de
acalanto, nas palavras que até hoje reverberam em minha cabeça.
Era
assim que Mãe d'água vinha, vestida nas vestes de minha Mãe.
A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
Páginas
Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
terça-feira, 3 de julho de 2012
queria...
Queria um não sei quê que me tirasse do chão;
mas não vale avião...
Balão até que podia ser;
ou algo como uma pétala/pluma de dente-de-lão...
que de leve me leve a um céu qualquer,
outra esfera,
uma outra encarnação ...
mas não vale avião...
Balão até que podia ser;
ou algo como uma pétala/pluma de dente-de-lão...
que de leve me leve a um céu qualquer,
outra esfera,
uma outra encarnação ...
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Inventada
Quando o mundo me cansa e não me dá nada do que desejo,
Quando prevejo a desistência da esperança,
não exercito a paciência; prefiro o tom do desespero:
em uma página em branco qualquer,
desenho minha aspiração; invento o que não não havia,
Rabisco o que não existia e justifico minha existência...
É esse o meu jeito de pedir clemência,
fingir demência, com ou sem licença...
É esse o meu ponto de exclamação...
A pedra que nos sustenta, é a visão que de tudo a gente inventa
domingo, 29 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Favas contadas?
São favas contadas:
Milésimos de segundos contados nos dedos,
pra não perder o trem,
Não se pode perder o trem,
Não se deve perder a hora,
É preciso manter a calma,
treinar paciência,
aparentar normalidade...
São favas contadas:
temos que seguir sem olhar para os lados,
cabrestos lançados,
é proibido olhar para trás,
é proibida a retrovisão...
qualquer ponto que gere reflexão,
de partida ou de chegada...
Em qual plataforma está estacionada sua (re)composição?
Milésimos de segundos contados nos dedos,
pra não perder o trem,
Não se pode perder o trem,
Não se deve perder a hora,
É preciso manter a calma,
treinar paciência,
aparentar normalidade...
São favas contadas:
temos que seguir sem olhar para os lados,
cabrestos lançados,
é proibido olhar para trás,
é proibida a retrovisão...
qualquer ponto que gere reflexão,
de partida ou de chegada...
Em qual plataforma está estacionada sua (re)composição?
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
ora direis, fazer estrelas...
Eu tenho um sonho guardado,
um sonho de virar estrela.
Não, não sonho em me transformar num astro,
mas em aprender a "dar estrelas",
uma, duas, três, ininterruptas : mãos no chão, pernas pro ar,
cabeça pra baixo reaprendendo a sonhar.
Eu guardo um sonho de virar estrelas na areia do mar...
um sonho de virar estrela.
Não, não sonho em me transformar num astro,
mas em aprender a "dar estrelas",
uma, duas, três, ininterruptas : mãos no chão, pernas pro ar,
cabeça pra baixo reaprendendo a sonhar.
Eu guardo um sonho de virar estrelas na areia do mar...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
o amor?
Não é o amor que acaba,
é a história que chega ao ponto final
e grita aflita por um novo parágrafo.
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