A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
o amor?
Não é o amor que acaba,
é a história que chega ao ponto final
e grita aflita por um novo parágrafo.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Sobrenomes
Eu sou um nome sobre o nome que me deram
e ainda não sei quantos sobrenomes hei de ter.
Às vezes me chamam flor, poesia e mansidão,
outras tantas, ventania, tempestade, furacão.
Sobre os nomes bem ou mal (ditos),
teço a linhagem minha e dos meus.
De minha avó, terços, benditos e uma história pra noite chegar.
De meu avô, acordes aflitos, de uma rabeca que nunca escutei, mas que sei de meu pai contar.
No terreiro, à tardezinha, o balé na vassoura da minha mãe.
No fogão aceso à lenha na cozinha, um café pronto pra esquentar a casa,
desenhar a cara da noite na brasa e aninhar a madrugada que se anuncia...
e amanhã, de novo, outro café, pra outro novo dia...
sábado, 17 de dezembro de 2011
presente imperfeito
Já que os verbos me são rasos,
e os versos caros demais,
conjugo as letras de tempos em tempos,
no passado-presente-futuro
em que desenho
meu passo a passo.
e os versos caros demais,
conjugo as letras de tempos em tempos,
no passado-presente-futuro
em que desenho
meu passo a passo.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
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