Páginas

Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...

Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta

domingo, 31 de julho de 2011

Outro Plano

Num outro plano, 
às vezes longe do muro 
que os olhos se limitam a enxergar; 
muita vida ainda há de fazer, crescer, ser e se inspirar
Num plano,
onde não há planos a se fazer 
e os pés não precisam de chão pra caminhar, 
os sonhos são os corpos do viver e o rumo do olhar, 
encontro onírico do além-ser, 
vida que existe por simplesmente amar...

sábado, 2 de julho de 2011

lágrima(?)

O que dói não é ver a lágrima riscando a face. 
É antes sabê-la empedrada tentando romper o peito pra uma alquimia fluida, 
porque já não sabe mais seguir sua natureza...

Só queria...

Eu não quero um scarpin, 
não quero emagrecer milagrosamente,
 não quero um carro zero 
nem roupas, xampus, cremes, óculos e afins de grife. 
Só queria saber desenhar um sorriso ou um atalho onde fosse preciso. 
Só preciso de uma primavera e um prenúncio de verão numa orla qualquer...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Narrativa de um domingo à tarde


De repente, do nada, sem nem saber como e porquê, a Chiara (minha cachorra), que estava ao nosso lado tomando sol na grama do quintal, deu um salto e abocanhou alguma coisa ou algum ser que voava.
De susto, dei um salto também e vi em sua boca, de asinhas abertas e olhos vidrados nos meus como me pedir socorro, um passarinhozinho. Meu Deus! O que faria? Um pequeno movimento e o bichinho seria esmagado.
Corri até a cozinha, peguei uma banana e fui encostando-a à boca da Chiara para ver se ela aceitaria a troca. Gulosa que é (graças a Deus), aceitou e num rompante enfiei minha mão em sua boa e salvei o pobre passarinho, que até então, não havia se atrevido mover uma pena sequer.
Fiquei com ele um pouquinho nas conchinhas das mãos, fizemo-lhes um carinho, tiramos umas fotinhas e depois coloquei-o num galinho do pé de acerola. Ele deu um saltinho tremido, depois outro mais firme, depois outro, bateu as asinhas e levantou voo para continuar sua vida de passarinho daquele domingo...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Flor

Flor: promessa de fruto ou de Poesia;
Flor é festa pros olhos, é o início do dia;
Vida, é flor frutificada nos braços da primavera,
é estação, é canto, encanto, desencanto,
é amor desse tanto,
é um instante e uma era...

saudade...

saudade gelada, 
quente e fria, 
certa e torta,
 mansa e inquieta... 
saudade que brota assim do nada, 
meio desavisada, num canto qualquer da gente, 
é alma em estado de alerta, 
que no esboço da vida,
 é gravura incerta, 
como somos eu e você, 
mesmo sem saber...

terça-feira, 3 de maio de 2011

(des)espero

Quando tudo beira ao desespero,

quando tudo o que espero se reveste de avesso,

quando o trem da madrugada só chegou no outro dia

e a hora exata da chegada transfigurou-se em meia volta do meio do caminho...


resta-me ainda a chance de fazer uma tigela de bolinhos de chuva

e salpicá-los todos de canela...