Eu não quero um scarpin,
não quero emagrecer milagrosamente,
não quero um carro zero
nem roupas, xampus, cremes, óculos e afins de grife.
Só queria saber desenhar um sorriso ou um atalho onde fosse preciso.
Só preciso de uma primavera e um prenúncio de verão numa orla qualquer...
A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
sábado, 2 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Narrativa de um domingo à tarde
De repente, do nada, sem nem saber como e porquê, a Chiara (minha cachorra), que estava ao nosso lado tomando sol na grama do quintal, deu um salto e abocanhou alguma coisa ou algum ser que voava.
De susto, dei um salto também e vi em sua boca, de asinhas abertas e olhos vidrados nos meus como me pedir socorro, um passarinhozinho. Meu Deus! O que faria? Um pequeno movimento e o bichinho seria esmagado.
Corri até a cozinha, peguei uma banana e fui encostando-a à boca da Chiara para ver se ela aceitaria a troca. Gulosa que é (graças a Deus), aceitou e num rompante enfiei minha mão em sua boa e salvei o pobre passarinho, que até então, não havia se atrevido mover uma pena sequer.
Fiquei com ele um pouquinho nas conchinhas das mãos, fizemo-lhes um carinho, tiramos umas fotinhas e depois coloquei-o num galinho do pé de acerola. Ele deu um saltinho tremido, depois outro mais firme, depois outro, bateu as asinhas e levantou voo para continuar sua vida de passarinho daquele domingo...
terça-feira, 31 de maio de 2011
Flor
Flor: promessa de fruto ou de Poesia;
Flor é festa pros olhos, é o início do dia;
Vida, é flor frutificada nos braços da primavera,
é estação, é canto, encanto, desencanto,
é amor desse tanto,
é um instante e uma era...
Flor é festa pros olhos, é o início do dia;
Vida, é flor frutificada nos braços da primavera,
é estação, é canto, encanto, desencanto,
é amor desse tanto,
é um instante e uma era...
saudade...
saudade gelada,
quente e fria,
certa e torta,
mansa e inquieta...
saudade que brota assim do nada,
meio desavisada, num canto qualquer da gente,
é alma em estado de alerta,
que no esboço da vida,
é gravura incerta,
como somos eu e você,
mesmo sem saber...
quente e fria,
certa e torta,
mansa e inquieta...
saudade que brota assim do nada,
meio desavisada, num canto qualquer da gente,
é alma em estado de alerta,
que no esboço da vida,
é gravura incerta,
como somos eu e você,
mesmo sem saber...
terça-feira, 3 de maio de 2011
(des)espero
Quando tudo beira ao desespero,
quando tudo o que espero se reveste de avesso,
quando o trem da madrugada só chegou no outro dia
e a hora exata da chegada transfigurou-se em meia volta do meio do caminho...
resta-me ainda a chance de fazer uma tigela de bolinhos de chuva
e salpicá-los todos de canela...
quando tudo o que espero se reveste de avesso,
quando o trem da madrugada só chegou no outro dia
e a hora exata da chegada transfigurou-se em meia volta do meio do caminho...
resta-me ainda a chance de fazer uma tigela de bolinhos de chuva
e salpicá-los todos de canela...
sábado, 26 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Alma passarinha
Meu coração de passarinho
grita por um canto teu,
onde caibam minhas asas e minhas penas,
cenas desenhadas por mãos encantadas...
meu coraçãozinho vai explodir
por uma saudade quase desconhecida,
uma volta sem ter ida,
um ficar sem um adeus....
põe a roupa mais bonita
e ouve a prece desse coração que grita
só por te ver, um dia, passeando nos canteiros da poesia...
grita por um canto teu,
onde caibam minhas asas e minhas penas,
cenas desenhadas por mãos encantadas...
meu coraçãozinho vai explodir
por uma saudade quase desconhecida,
uma volta sem ter ida,
um ficar sem um adeus....
põe a roupa mais bonita
e ouve a prece desse coração que grita
só por te ver, um dia, passeando nos canteiros da poesia...
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