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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...

Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Azul-escuro

De repente,
as paredes e o teto do meu dia 
foram tingidos de azul-escuro! 
Quem apagou a luz? 


Dá licença 
que vou lá fora 
pegar um pedacinho de lua
 pra alumiar minhas literas...

Diamantes no meu céu

Quem pintou diamantes em meu céu 
e escolheu a trilha desta meia noite e meia? 


E os grilos cricrilam como que querendo chamar minha atenção... 
tão bonitinho...

A sombra das borboletas

Meus Deuses,
o verão chegou pelas bandas de meu quintal... 
até o verde das folhas está dourado hoje
e sobre elas, um casal de borboletas, 
juntinhas, 
uma fazendo sombra pra outra. 


A propósito, borboleta tem sexo?

Uma varanda

Meu telhado, que era de laje, 
eu troquei por telhas de barro e armação de madeira... 


Construí uma varanda 
pra receber as tardes alaranjadas 
e em seus braços dançar a chegada da noite, 
a visita da lua, 
o encontro da minha alma com a tua....



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Estou sentindo...

Estou sentindo o cheiro da noite aqui de minha sala.
De minha janela abro outras várias janelas 
e ouço até os braços dos abraços
de pessoas queridas em meu coração.


 Estou sentindo o aroma
noturno e lunático
repousar em meu colo, 
enquanto verto dias inteiros por entre meus olhos...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

(in)comum


E quanto à lágrima que caiu e você nem viu,
Ao choro engolido, ao sentimento corrompido
Em nome de não sei o quê

E quanto às noites no sofá que você nem sabe,
Os sorrisos invertidos pra tevê, pra alguém
Que nem sabe se eu existo,

Quanto tempo ainda resta, nessa vida, uma fresta
É o que sustenta a existência,
Parcimônia, paciência, num espelho nublado

Gente a gente, lado a lado e nenhum encontro,
Toque a toque, olho a olho e ninguém se revela

Vistas postas numa tela, de cristal, de papel, digital
Vidas tortas, distorcidas, desatadas, (des)tecidas
Sem um nó que as abrace, que resolva o impasse,
Que promova o enlace, que demova o desumano em nós...

Nós de cadarço, de madeira, de cetim, de algodão, de corda,
De fita, de cipó, de barbante, de aço, de amante, de um abraço...
Braço a braço, passo a passo,
 Não um sendo dois, nem dois sendo um,
mas todos sendo tantos, com sonhos em comum