"No tempo em que festejavam os dias dos meus anos, eu era feliz e ninguém estava morto."
Hoje de manhã dei de cara com uma mulher de quarenta no espelho e sutilmente dei-lhe um aceno...
deixei-a ali, parada, me olhando, enquanto seguia o meu dia de mim mesma, sem tempo, idade, rótulo ou qualquer coisa que me definisse, que me entendesse por completo.
Se quem entende morre, permaneço por escolha na busca pela descoberta, pelo novo que a mim se mostra diuturnamente, independente dos aniversários que insistem em bater-me à porta.
A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
Páginas
Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
terça-feira, 24 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
O absenteísmo docente... texto sensível e coerente
É curioso, senão sintomático, que na escola, entre os professores, pouco discutamos o chamado “absenteísmo docente”. A recorrência das “aulas vagas”, se comprometem a aprendizagem dos alunos, também trazem prejuízos à normalidade da rotina escolar: juntar turmas, “adiantar aula”, dispensar os alunos, ou deixá-los sozinhos no pátio? Seja quais forem as alternativas encontradas para driblar a ausência de um ou mais professores no período de aula, é de se supor que isso traga alguma desordem ao planejamento dos demais professores presentes...
http://edu74.wordpress.com/2010/02/24/absenteismo-docente/
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Um corpo?
Um corpo em movimento, na rua, na sala, na escola ou no portão: um ser, uma pessoa, alguém.
Uma pessoa sem vida, parada, na cama, no chão, na pedra gelada, caída: um pedaço, um corpo, aqui jaz ninguém.
Uma pessoa sem vida, parada, na cama, no chão, na pedra gelada, caída: um pedaço, um corpo, aqui jaz ninguém.
domingo, 15 de agosto de 2010
Sentidos
Um sentido: caminho, rumo, estrada: estrela-guia,
Cinco sentidos: tato, olfato, aroma, sabor: visão,
Sete sentidos ou mais: mistério, místico, terno-eterno-humano: intuição
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Milagre
E o milagre se fez: em minha grafia, vejo borboletas bailarinas batendo as páginas azuis, como se fossem asas em pleno voo, aplaudindo-se...
Quem sou eu? Autor: Manuel Silva Costa
Eu estava na seiva, nos glóbulos vermelhos e brancos, nos raios solares.
Eu estava no sumo, no húmus, eu estava na lava, nas rochas magmáticas metamórficas e sedimentares
Eu estava na sopa primordial.
Eu estava nos seres unicelulares, nos protozoários, eu era a possibilidade da metamorfose primeira e última.
Eu estava na essência das eras primevas.
Eu estou nos elétrons, nos prótons e nos nêutrons.
Eu estou nos fios do teu cabelo, em tuas células cerebrais.
Eu estou na tua pele, nos órgãos que compõem o teu corpo.
Eu estou nas correntes de ar, em teus pulmões.
Eu estou no sólido, no líquido e gasoso.
Eu estou no teu impulso de levantar, eu estou na alvorada e no crepúsculo, no cosmo e infinito.
Eu estou nas cores do arco-íris, na íris dos teus olhos.
Eu estou na coragem, na vontade, no êxtase dos iluminados e poetas.
Eu sou a matriz de tudo o que há no universo e simultaneamente o universo inteiro.
Sou as idéias que se ocultam e cada fórmula, em cada hipótese, em cada descoberta.
Você é a razão de eu ser, e eu por você sou.
Então me diga: quem eu sou?
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Eu sempre lembro dos meus sonhos
Sempre acordo com o gosto do sonho na boca.
Quando éramos crianças, a primeira coisa que fazíamos era contar um para o outro os sonhos que havíamos tido à noite. Minha mãe começava e nós todos, os irmãos seguíamos contando, cada um, seu sonho e todos sempre tinham o que contar...
Era bonito ver assim as manhãs sempre regadas das lembranças oníricas...
Hoje não me lembro mais dos sonhos daquelas manhãs da infância, mas continuo trazendo em cada abrir de olhos cada pedacinho das cenas e dos lugares que vislumbro noites e sonhos adentro...
Quando éramos crianças, a primeira coisa que fazíamos era contar um para o outro os sonhos que havíamos tido à noite. Minha mãe começava e nós todos, os irmãos seguíamos contando, cada um, seu sonho e todos sempre tinham o que contar...
Era bonito ver assim as manhãs sempre regadas das lembranças oníricas...
Hoje não me lembro mais dos sonhos daquelas manhãs da infância, mas continuo trazendo em cada abrir de olhos cada pedacinho das cenas e dos lugares que vislumbro noites e sonhos adentro...
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