Nasci menina feita para ser mulher
Dar à luz, namoro de sala, beijo mudo
Boneca de pano, cabelo de sol, bem-me-quer
Nasci pronta pra poesia e pro chão e pra tudo
mulher quase feita, eleita a sina
Dançava com a menina de dez idades,
Cresci no tempo rubro das retinas e
Como nunca mais voltasse a vê-lo,
Tingi de luares meu cabelo e fiz da noite
o que já era em mim, o início das saudades
Adivinhei a ida toda e inventei um colo no fim
Sonhei os poemas e escrevi as flores e os altares
Andei na terra das fadas e dos medos sem sair de mim
Trilhei comigo a órbita das letras e estive assim, em todos os lugares
A trajetória do que sempre quis me trouxe aqui
E posso, por querer, tocar o que a mulher sabe,
Sentir o que a criança sonha e sem querer,
fazer verso de fim de vida e música do frio que me dói...
Da loucura sei bem pouco, da solidão, fiz-me coragem
Das janelas: vista sempre curiosa e quase saltos pro céu.
Mulherzinha magrelinha com sentido apurado,
Sei mais de pudim de pão que espirais de linguagem...
Quando nos braços boneca de pano, cabelo de sol e bem-me-quer
Te esperava (sem saber) crescer homem, pra me fazer, sonho de mulher.
A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
Páginas
Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
sábado, 17 de abril de 2010
DOCE PRESTÍGIO
Torta de frango com palmito,
uma vida em contato com a massa,
até a alma chegar ao ponto.
Até o ponto perder o sentido,
e só nos restar a intenção da torta
e o forno aceso na cozinha!
É quase sempre tarde demais,
Nesta visão póstuma de tudo...
É quase nunca audível o grito das retinas
E os instantes, a idade, os sins todos
Adotam um teor tardio em que
O vazio se acomoda nos cantos da casa
E o fogão cordialmente nos sorri...
uma vida em contato com a massa,
até a alma chegar ao ponto.
Até o ponto perder o sentido,
e só nos restar a intenção da torta
e o forno aceso na cozinha!
É quase sempre tarde demais,
Nesta visão póstuma de tudo...
É quase nunca audível o grito das retinas
E os instantes, a idade, os sins todos
Adotam um teor tardio em que
O vazio se acomoda nos cantos da casa
E o fogão cordialmente nos sorri...
terça-feira, 13 de abril de 2010
Por que tanto silêncio??
Por que tanto silêncio,
se minha voz é teu nome, se meu som te chama tanto?
Tanto fiz com meu grito, meu desespero ensurdecente,
hoje rendo-me à mudez do olhar: milagre do que posso te tocar,
e te converso, assim, comigo,entre a música e a poesia,
livre, levee lindamente...
se minha voz é teu nome, se meu som te chama tanto?
Tanto fiz com meu grito, meu desespero ensurdecente,
hoje rendo-me à mudez do olhar: milagre do que posso te tocar,
e te converso, assim, comigo,entre a música e a poesia,
livre, levee lindamente...
domingo, 11 de abril de 2010
tolerÂNSIA, tolerância?
É. Temos mesmo que ser tolerantes!!!
Estamos na era das diversidades, das diferenças, da multiculturalidade...
O problema, é que sempre fomos únicos e sendo cada um, nós mesmos, fomos sempre diferentes uns dos outros (graças a Deus)...
Quem sou eu pra tolerar alguém. Quem é você pra me tolerar?
Tolerância pressupõe poder, domínio de quem tolera sobre quem é tolerado...
É. São os dias de hoje, do tempo atual. Da democracia, das diferenças, das diversidades...
Este tom politicamente correto é ou não digno de "Ansia"?
Estamos na era das diversidades, das diferenças, da multiculturalidade...
O problema, é que sempre fomos únicos e sendo cada um, nós mesmos, fomos sempre diferentes uns dos outros (graças a Deus)...
Quem sou eu pra tolerar alguém. Quem é você pra me tolerar?
Tolerância pressupõe poder, domínio de quem tolera sobre quem é tolerado...
É. São os dias de hoje, do tempo atual. Da democracia, das diferenças, das diversidades...
Este tom politicamente correto é ou não digno de "Ansia"?
quinta-feira, 8 de abril de 2010
E no meio do mundo
E no meio do mundo, um frio de doer os ossos, de desossar as almas mornas.
Se o inverno é mesmo inevitável, só nos resta acender o fogão e preparar um bom caldo quente.
Se o inverno é mesmo inevitável, só nos resta acender o fogão e preparar um bom caldo quente.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Viagem Teatral 2010 - Pinóquio, Etc e Tal, Dias 06 e 07 de Abril, no SESI de Mogi das Cruzes
Viagem Teatral 2010 - 1ª temporada
Ficha Técnica
Texto: Márcia Nunes e Péricles Raggio (a partir da obra de Carlo Collodi) | Direção: Henrique Sitchin | Elenco: Andreza Domingues, Márcia Nunes, Péricles Raggio e Wagner Dutra | Elenco Stand in: Sandra Lessa | Bonecos e Cenografia: Teatro Por Um Triz | Trilha Sonora – Loop B | Realização – Teatro Por Um Triz .
Duração: 50 minutos / Classificação Etária: Livre para todos os públicos / Modalidade: teatro de animação infantil
Vale a pena conferir! O espetáculo tem entrada gratuita e começa às 19 horas.
O Sesi Mogi das Cruzes fica na Rua Valmet, 171, em Brás Cubas.
Mais informações pelo telefone 4727-1777 ou pelo site www.sesisp.org.br
Inscrições para a Clafpl até 21 de Abril
Agora dá tempo de publicar seu trabalho!!!
- O III CLAFPL - Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas continuará recebendo inscrições de trabalhos até a 0h do dia 21 de abril
- O III CLAFPL - Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas continuará recebendo inscrições de trabalhos até a 0h do dia 21 de abril
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