Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
remar...remoer...render-serumar...desaprumar...removermover...remover-se...não-lugarpreciso e impreciso é andar...ultrapasso do indeciso é pular...remar...remoer...render-serumar...desaprumar...remover...impreciso é o mar, indeciso é o olharàs vezes, imprópria é a própria vida...inócuo é até o ar...
quem liga?
remar...remover...
não-ser, não-lugar
Por um fio...mas ainda há um fio...o fio que sustenta ...tenta, tenta, tenta, ele grita...e não me deixa ir assim,desistir de vez, sem olhar pra trás, pra tudo, pra história, pra mim...e fico...por um fio...mas ainda há um fio...
e a esperança de outra trama,
um tecido outro...outra costura...
sotura?
De tudo, um pouco,de cada, um tanto,da parte, a metade,do todo, o encanto......inda que às vezes, só um pouco...inda que um tanto, só louco,à parte, a metade,à parte, o pranto,
à parte, a parte...
...o outro, o eu,
tudo ou desse tanto.
respirando em silêncio pra curar as feridas;
em silêncio fechando as cicatrizes,
recriando cascas,
retomando o fôlego e as forças pra voltar a andar...
não quero muito,
mas do pouco que sonho pra mim desejo tudo por completo...
de corpo inteiro...de alma repleta...
...Pensando no tempo que nos resta e nos restos que insistimos em exaltar sem nem sabermos por e para quê...
Às vezes (ou muitas) eu me escondo na tentativa de me achar...
umas vezes me encontro e nem sei o que dizer,
noutras só vejo o canto vazio pedindo pra eu ficar;
tem vezes que não caibo em nenhum lugar,
tem outras que sou meu chão e meu céu...
o véu que me cobre não me cega a visão nem me faz parar,
só adia uns passos, uns pontos, uns encontros...
e ainda que de olhar muitas vezes turvo,
confesso que à vida eu me curvo e não me canso de me procurar...