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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...

Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta

sábado, 24 de setembro de 2011

saudade

Sinto saudades da menina que mora em mim
e da menina fruto do ventre meu

Alma triste, quase sem filha,
deixou na casa um gosto de adeus
numa despedida marcada apenas
pela ida dos passos teus

que na sombra, levam os nossos/meus:
sonhos,  quimeras, verões e primaveras...

...nesta era de meio do caminho
meu olhar perdido (re)inventa um destino
e desacompanhado, outro caminho, outro sentido e possívelmente outro adeus

Luz

Sou estrela fria nessa noite escura, 


mas inda que morta, 


minha luz perdura, 


não teme a porta (do tempo nem do espaço) 


e alcança seu olhos, 


por pura travessura...

FUI ALI DISSERTAR, VOLTO LOGO

Daqui a pouco, muito pouco espero,
volto a poemar...
Por ora, só tenho verbos e verves para argumentar,
Dissertar é preciso, viver não
É já que minha nau volta a este porto
e tudo/todos/eu volto/amos ao (a)normal

domingo, 28 de agosto de 2011

Um dia desses

Um dia desses, 


num domingo desses qualquer,


tiro os meus sapatos, 


desamarro meus atos 


e desato em nós um desejo de céu e mar de pés descalços

domingo, 21 de agosto de 2011

Eis a questão


A vida é assim, 
feita de metades que se completam e co-existem.
Num dia lágrima triste, 
n'outro, sorriso,
porque a lágrima existe


Somos átomos e luz na dança universal do dia-a-dia, 
fazendo-nos luz e escuridão, ira e mansidão, 
verso e prosa tecidos na palma da mão da poesia


somos em essência, pedra e ar, o ser e o estar, 
com a diferença de que podemos ser conscientes... 
pensar ou  não pensar enquanto agimos,
eia a questão...

mudar é preciso?

Mais que mudar de casa ou de chão, 
sonho a alquimia que desvele em mim um outro, 
outra vista, outro ponto de iluminação... 
preciso de um foco em movimento, 
um formar em ação, 
uma transcendência que supere o visível, 
tangencie o impossível 
e se revele no desejo do vir-a-ser, 
simplesmente por SER

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

...solidão...

A solidão tem a cara de um prato de macarrão alho-e-óleo degustado na madrugada,
mas pode também, ter um cheiro de anti-inflamatório...
Em plena poesia, a solidão seria saboreada em uma xícara de café
e sobreviveria enquanto se esmaecia ao ritmo da fumaça,
janela adentro, janela afora, até que em um surto de alquimia se tornaria nada,
e do nada, novamente ao pó de café e outra vez à solidão...