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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...

Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta

terça-feira, 31 de maio de 2011

Flor

Flor: promessa de fruto ou de Poesia;
Flor é festa pros olhos, é o início do dia;
Vida, é flor frutificada nos braços da primavera,
é estação, é canto, encanto, desencanto,
é amor desse tanto,
é um instante e uma era...

saudade...

saudade gelada, 
quente e fria, 
certa e torta,
 mansa e inquieta... 
saudade que brota assim do nada, 
meio desavisada, num canto qualquer da gente, 
é alma em estado de alerta, 
que no esboço da vida,
 é gravura incerta, 
como somos eu e você, 
mesmo sem saber...

terça-feira, 3 de maio de 2011

(des)espero

Quando tudo beira ao desespero,

quando tudo o que espero se reveste de avesso,

quando o trem da madrugada só chegou no outro dia

e a hora exata da chegada transfigurou-se em meia volta do meio do caminho...


resta-me ainda a chance de fazer uma tigela de bolinhos de chuva

e salpicá-los todos de canela...

sábado, 26 de março de 2011

Delicadeza

 Anjos têm asas, sonhos também as têm, e os homens, onde é que as escondem?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Alma passarinha

Meu coração de passarinho
grita por um canto teu,
onde caibam minhas asas e minhas penas,
cenas desenhadas por mãos encantadas...
meu coraçãozinho vai explodir
por uma saudade quase desconhecida,
uma volta sem ter ida,
um ficar sem um adeus....
põe a roupa mais bonita
e ouve a prece desse coração que grita
só por te ver, um dia, passeando nos canteiros da poesia...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O jogo

O jogo recomeça num campo, nas ruas, nos lares, nas cruas vidas desenhadas de antemão,
Diante da luz artificial mil lábios dialogam com sombras conhecidas estampadas nas paredes em que um ser qualquer se revela, ouvem vozes dissonantes emudecidas na cândida página de uma tela e vidas se enlaçam de janela em janela com vistas sempre pro mundo que podem  ver

Estranhos conhecidos se encontram muitas vezes perdidos entre o real e o delírio, o normal  e o absurdo, a vida e a miragem, Talvez seja esse mesmo o jogo da passagem, em que os pontos são marcados na linha da incerteza, estágio de rara beleza, onde reinam as dúvidas, e os momentos ainda em flor,

Nunca aqui jaz o amor...

A Chuva chovendo

E os tambores do céu estão ruflando
enquanto a água escorrega lindamente 
lavando as ruas e as almas daqui... 


Sinfonia do céu desaguando na terra dos homens...