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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...

Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta

sábado, 26 de março de 2011

Delicadeza

 Anjos têm asas, sonhos também as têm, e os homens, onde é que as escondem?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Alma passarinha

Meu coração de passarinho
grita por um canto teu,
onde caibam minhas asas e minhas penas,
cenas desenhadas por mãos encantadas...
meu coraçãozinho vai explodir
por uma saudade quase desconhecida,
uma volta sem ter ida,
um ficar sem um adeus....
põe a roupa mais bonita
e ouve a prece desse coração que grita
só por te ver, um dia, passeando nos canteiros da poesia...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O jogo

O jogo recomeça num campo, nas ruas, nos lares, nas cruas vidas desenhadas de antemão,
Diante da luz artificial mil lábios dialogam com sombras conhecidas estampadas nas paredes em que um ser qualquer se revela, ouvem vozes dissonantes emudecidas na cândida página de uma tela e vidas se enlaçam de janela em janela com vistas sempre pro mundo que podem  ver

Estranhos conhecidos se encontram muitas vezes perdidos entre o real e o delírio, o normal  e o absurdo, a vida e a miragem, Talvez seja esse mesmo o jogo da passagem, em que os pontos são marcados na linha da incerteza, estágio de rara beleza, onde reinam as dúvidas, e os momentos ainda em flor,

Nunca aqui jaz o amor...

A Chuva chovendo

E os tambores do céu estão ruflando
enquanto a água escorrega lindamente 
lavando as ruas e as almas daqui... 


Sinfonia do céu desaguando na terra dos homens...

Quando fui chuva - Os Varandistas reunidos na varanda...

Composição: Luis Kiari e Caio Soh

Quando já não tinha espaço, pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer,
Acomodei minha dança, os meu traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
E, assim, no teu corpo eu fui chuva
... jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
... jeito bom de se deixar viver!
Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca
E, mesmo que eu te me perca,
Nunca mais serei aquela que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela

o que seria?

...seu mirar em minha mira 
o que seria?

outra alma 
ou enfim outra poesia?

Sobre Arthur Bispo do Rosário e todos os demais artistas-loucos do mundo

                                                                    
 Vai ver, 
o grande milagre do artista é ser visto como louco 
e ainda assim transformar-se 
enquanto transforma o mundo 'normal'.



 De louco a gênio, 
Ele transformou o ponto de vista alheio 
e todos foram obrigados a enxergar o que se recusavam a entender...