O jogo recomeça num campo, nas ruas, nos lares, nas cruas vidas desenhadas de antemão,
Diante da luz artificial mil lábios dialogam com sombras conhecidas estampadas nas paredes em que um ser qualquer se revela, ouvem vozes dissonantes emudecidas na cândida página de uma tela e vidas se enlaçam de janela em janela com vistas sempre pro mundo que podem ver
Estranhos conhecidos se encontram muitas vezes perdidos entre o real e o delírio, o normal e o absurdo, a vida e a miragem, Talvez seja esse mesmo o jogo da passagem, em que os pontos são marcados na linha da incerteza, estágio de rara beleza, onde reinam as dúvidas, e os momentos ainda em flor,
Nunca aqui jaz o amor...
A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
Páginas
Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A Chuva chovendo
E os tambores do céu estão ruflando
enquanto a água escorrega lindamente
lavando as ruas e as almas daqui...
Sinfonia do céu desaguando na terra dos homens...
enquanto a água escorrega lindamente
lavando as ruas e as almas daqui...
Sinfonia do céu desaguando na terra dos homens...
Quando fui chuva - Os Varandistas reunidos na varanda...
Composição: Luis Kiari e Caio Soh
Quando já não tinha espaço, pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer,
Acomodei minha dança, os meu traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer,
Acomodei minha dança, os meu traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
E, assim, no teu corpo eu fui chuva
... jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
... jeito bom de se deixar viver!
... jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
... jeito bom de se deixar viver!
Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca
E, mesmo que eu te me perca,
Nunca mais serei aquela que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela
Nunca mais serei aquela que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela
Sobre Arthur Bispo do Rosário e todos os demais artistas-loucos do mundo
o grande milagre do artista é ser visto como louco
e ainda assim transformar-se
enquanto transforma o mundo 'normal'.
De louco a gênio,
Ele transformou o ponto de vista alheio
e todos foram obrigados a enxergar o que se recusavam a entender...
Verso ou inverso?
Verso ou inverso?
Frente ou avesso?
Fim ou começo? Um ou outro?
O melhor será o liso ou o roto,
o hoje ou o passado, o som ou o silêncio,
o seco ou o molhado?
A vida se faz dos contrários e de suas (re)combinações,
impossíveis hoje, geniais em outro dia, outro agora,
por isso que a vida não tem hora marcada nem destino certo,
bastando apenas fazer-se passo a passo...
nos instantes vários em que se personifica(nos)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quase canção
Olhos prontos pra partida, pros passos da ida,
incertos da solidão, do caminho ao longe, da escuridão.
Deste ponto adiante, antes dois, agora um rumo só,
antes sonhos, desejos, agora, na garganta um nó
que mareja
os olhos disfarçados de prontos pra partida,
com um rio de lágrima presa, com uma vela acesa na escuridão
Antes, um par, na rua, na sala, no salão,
agora, um em cada lado, mãos no bolso, choro calado
procura e espera, inverno e primavera,
os dois perdidos e libertos
nos traços dessa quase canção,
incertos da solidão, do caminho ao longe, da escuridão.
Deste ponto adiante, antes dois, agora um rumo só,
antes sonhos, desejos, agora, na garganta um nó
que mareja
os olhos disfarçados de prontos pra partida,
com um rio de lágrima presa, com uma vela acesa na escuridão
Antes, um par, na rua, na sala, no salão,
agora, um em cada lado, mãos no bolso, choro calado
procura e espera, inverno e primavera,
os dois perdidos e libertos
nos traços dessa quase canção,
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