nossa educação é de cor
é branca nossa religião
nossa escola vem de fora
apaga o que a gente tem por dentro
engole nossas cismas,
enche de cal nosso pensamento
nossa voz é multicolor e anseia um ouvido
um canto, um rebento de grito
colorir a palidez suprema da história
espectro das cores, cor da luz
e assim o mundo de ponta cabeça,
e outra memória cresça e apareça,
nossa educação não é indolor,
e como não é transparente (nem neutra)
deixa sangue pisado na alma da gente
A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
nexo
nexo indizível entre
o amplexo do impossível
e o cabível gesto de sonhar
reflexo de utopia na poça de água da rua
espelho torto que revela minha alma na tua
miragem(?) lunar
o amplexo do impossível
e o cabível gesto de sonhar
reflexo de utopia na poça de água da rua
espelho torto que revela minha alma na tua
miragem(?) lunar
falar
falar de amor, ou seja lá o que for,
não é ser/viver o amor
é só olhar por sobre o amor e dele falar,
apenas falar do amor, ou seja lá que for
não é ser/viver o amor
é só olhar por sobre o amor e dele falar,
apenas falar do amor, ou seja lá que for
sem fôlego
e quando já sem fôlego, num último fio ar, perdeu o compasso
o ritmo, a valsa, a contradança...e por querer
estatelou...desistiu...cansou do que não viu
num susto entregou-se ao salto
e do alto, viu-se em terceira pessoa
o quanto havia escalado da montanha era imenso...
teve pena, medo, compaixão...treinou compreensão
entendeu que daquele ponto em diante,
além do céu ou o chão...
só restava imensidão...
e já sem fôlego, num último fio de ar,
suspirou...deixou-se flanar
o ritmo, a valsa, a contradança...e por querer
estatelou...desistiu...cansou do que não viu
num susto entregou-se ao salto
e do alto, viu-se em terceira pessoa
o quanto havia escalado da montanha era imenso...
teve pena, medo, compaixão...treinou compreensão
entendeu que daquele ponto em diante,
além do céu ou o chão...
só restava imensidão...
e já sem fôlego, num último fio de ar,
suspirou...deixou-se flanar
segunda-feira, 17 de março de 2014
inexorável?
inexorável
até o último suspiro,
depois disso,
a alma inteira desfeita
refeita em fios cor de flor
matéria do invisível
a qualquer olho nu
das vestes do espanto
só dizível nas sílabas
inauditas do amor
inexorável,
mas nem tanto...
depois disso
colo e acalanto
até o último suspiro,
depois disso,
a alma inteira desfeita
refeita em fios cor de flor
matéria do invisível
a qualquer olho nu
das vestes do espanto
só dizível nas sílabas
inauditas do amor
inexorável,
mas nem tanto...
depois disso
colo e acalanto
o moinho...
O moinho,
eternos ojos del niño
caminho necessário
coragem e medo
no (des)segredo
sonho do temerário...
sempre há um moinho ou outro pelo descaminho
eternos ojos del niño
caminho necessário
coragem e medo
no (des)segredo
sonho do temerário...
sempre há um moinho ou outro pelo descaminho
Amar é...
A maré do amor,
na fúria e no esplendor
do amar é...
humano-desumano
tantas vezes
sublime e insano
o feito efeito
do próprio amor
na fúria e no esplendor
do amar é...
humano-desumano
tantas vezes
sublime e insano
o feito efeito
do próprio amor
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