Por aqui tanta verdade, tudo parece resolvido, tudo pronto,
tudo pronto na nuvem, tudo certo perto dos olhos, diante da tela,
todo o bem, toda a religião, pra tudo aparece solução,
só palavra bem-dita, só nobreza de pensamento,
por aqui parece reinar a perfeição...
anestesiar a alma que se agita, abominar desarmonia, conflito
é preciso conter o grito...
todos sabem o que é certo, todos de luto, todos no manifesto,
todos querem a mesma opinião, a mesma política, a mesma solução...
todos, tudo e ninguém aplaudindo o amém...
diluídos no instante virtuoso e virtual...
no que é normal...
Por aqui tanta verdade, tudo parece resolvido, tudo pronto...
não é preciso contestar, discordar, pensar, nem pensar...
A vida, via de mão dupla, em seus atalhos e desvios, descaminhos e rodopios, simplesmente vai... jamais em vão!!!
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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...
Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta
domingo, 3 de fevereiro de 2013
um afago
um colo, um afago, um afeto;
um trato, um riso, um pacto...
um laço, um nó na garganta, um passo pro abraço;
um sinal, um riso igual,
descompasso, braço a braço...
uma dança, uma ciranda,
vida que anda...tem sempre sede de um colo,
um afago, um afeto;
um trato, um riso,
um pacto, um laço...
um trato, um riso, um pacto...
um laço, um nó na garganta, um passo pro abraço;
um sinal, um riso igual,
descompasso, braço a braço...
uma dança, uma ciranda,
vida que anda...tem sempre sede de um colo,
um afago, um afeto;
um trato, um riso,
um pacto, um laço...
suplício
o estômago que ronca,
o coração que aflita,
tudo é fome que consome;
respira a espera...
suspiro, alma que grita...
o coração que aflita,
tudo é fome que consome;
respira a espera...
suspiro, alma que grita...
escolhas
escolhas, matéria-prima do acaso...
mães, irmãs, primas, parentes e derentes dos frutos colhidos,
dos sonhos tolhidos ou celebrados...
escolha é substância que move ou demove a flor do desejo...
tece a fino fio o destino, o caminho, a resposta...
a escolha é mesa posta com o alimento que mata a sua e minha fome...
é sobrenome que invento, medo, instinto...
é acaso que desminto;
é corpo e alma do pensamento...
mães, irmãs, primas, parentes e derentes dos frutos colhidos,
dos sonhos tolhidos ou celebrados...
escolha é substância que move ou demove a flor do desejo...
tece a fino fio o destino, o caminho, a resposta...
a escolha é mesa posta com o alimento que mata a sua e minha fome...
é sobrenome que invento, medo, instinto...
é acaso que desminto;
é corpo e alma do pensamento...
sábado, 2 de fevereiro de 2013
flores
as flores de meus sonhos?
não as deposito em vasos...esses seriam sonhos rasos,
não as guardo só pra mim...
prefiro a semente que germina,
a flor nascente que brota menina
e me sorri quando em quando do jardim.
não as deposito em vasos...esses seriam sonhos rasos,
não as guardo só pra mim...
prefiro a semente que germina,
a flor nascente que brota menina
e me sorri quando em quando do jardim.
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