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Sonhar é preciso, nem que for sonho de padaria...

Nem uma coisa nem outra, o que há entre elas é o que me encanta

sábado, 29 de dezembro de 2012

si?

...e na busca incessante por si, por um ser-estar singular, único, desigual, 
ante e pós-vejo a eloquência de caras, caretas, bicos e gestos manifestos na mesma fotografia...
estampa mesma dos gritos ditos inéditos, dos ritos em nome do existir alheio, faminto...
ânsia treslocada pelo diverso, pelo diferente...
anti-verso demente, tecido na permanência pura do fluxo frouxo do instinto

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

eu...

...eu sou árvore, às vezes terra, n'outras água e até vento,
mas hoje, tenho tronco, galhos, folhas e promessas de frutos...
                 além-mar e pensamento,
...sombra em flor a quem é de boa-vontade e amor...


sábado, 22 de dezembro de 2012

desvelar

Esse véu invisível que distorce nosso olhar 
tem o dom de nos levar a um não-lugar, 
a um (des)ver muitas vezes quase de vez... 
pros meus e pros olhos teus, invoco a nudez...

engano

de engano em engano, 
desenganos... 
desilusões, 
o que desemboca de um bocado de ilusões...
erros, acertos, tropeços, desacertos: construções de nós em nós...

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

pó...

pó imerso em verso, poesia ou mera poeira?
seja o que seu paladar queira,
meia prosa ou inteira,
o chão da sala ou outra esfera,
partida ou espera,
casa cheia ou vazia,
a dor ou anestesia,
a rima ou não,
mas que seja abençoada
toda e qualquer toada
toda forma de cantar...louvação
todo o invento...recriação...
toda cria, toda cantoria...
todo silêncio que também é voz...
toda poesia que lateja em nós,
no pó, na poeira, na peneira,
no cheiro que seu paladar queira...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

quando eu crescer

Quando eu crescer nada será como está,
nem o tom do luar, nem a cor do vestido,
tudo/nada mais caberá nesse lugar,
broches, conchas, cirandas, papéis
ondas, desmandos, sandálias, pincéis,
sonho intumescido

verso, viés, tranças, relembranças...
sonho quase crescido

Quando eu crescer, não quero ser grande,
quero a forma do olhar das crianças,
e o gosto de um sonho amanhecido...

quando eu crescer e nada estiver como vejo
quero acordar a alma, trocar a roupa do corpo e do luar
e plantar na boca um sabor de desejo...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vou

Tá decidido. 
Vou-me embora pra Pasárgada. 
Mas não sei onde fica. 
Vou ter que desenhar o caminho. 
Pular do ninho. 
Desalinho.